O importante é competir? Apenas para quem invariavelmente perde.

 

RON GROO

 

   

 

BligGroo

Velocidade, literatura e mais.
1 ano!

04/06/2007 22:52

A origem do truco.

Este é um texto de ficção, portanto livre, qualquer semelhança com a verdade é mero plagio. Também é do "Contos Vagais" (à publicar)

A ORIGEM DO TRUCO
Truco: vem do latim e significa "tá roubando, seis ladrão".
Um jogo com cartas de baralho que veio originalmente dos vikings noruegueses e que foi aperfeiçoado pelos terríveis franceses do século 17.
Na era viking foram criadas as regras básicas do truco, mas devido à selvageria viking era muito difícil encontrar jogadores para uma disputa. Pois como se sabe os vikings da Noruega eram bárbaros e ignorantes já que ignoravam para que serviam aqueles desenhos que ficam embaixo dos números nas cartas dos baralhos, e que os temidos e odiados franceses do século 17 vieram a chamar de 'naipes', assim mesmo, com direito a biquinho.
Também, reza a lenda que na antiga língua viking as referencias usadas para distinguir os jogadores entre si soavam muito agressivas e com a falta de esportividade dos mesmos, quase sempre o jogo acabava em brigas e mortes, diferentemente de hoje em dia em que só acaba em brigas.
Eles (os vikings) também foram responsáveis pela invenção dos sinais de comunicação, ainda que de maneira rústica e feitos com seus (deles) machados nas orelhas, narizes e cabeças de seus parceiros. Ato este que sempre interrompia o jogo para que se pudesse limpar o sangue que ficava sobre as mesas de jogo, mas isto também foi modificado pelos amedrontadores e violentos franceses do século 17.
O jogo em si tinha o propósito de divertir os guerreiros vikings quando não havia guerra, era jogado da seguinte forma: Pegava-se um baralho de cento e trinta cartas, o primeiro jogador do sentido horário embaralhava as cartas e distribuía quinze para cada jogador inclusive para ele mesmo, o segundo pegava o monte restante e jogava fora, o terceiro jogador, sempre no sentido horário, colocava uma carta sobre a mesa e assim se seguia com os demais até se completar uma rodada. Depois trocavam-se os sinais' e após limparem o sangue da troca de sinais alguém (sem ordem especifica) achava (não se sabe por que) que estava com a carta maior na mão gritava. Segue-se agora a transcrição de um trecho de uma partida da era viking que nos foi enviado por um descendente dos monstruosos franceses do século 17.
"-Trruca..."
"- Seis ladrron!"
". Ladrron non!!!!"
"- Ladrron zim, zafada”.
E ai o pau comia por mais ou menos umas duas horas no mínimo, nunca se soube ao certo se havia vencedores naquelas partidas, mas, de alguma forma estava plantada a semente do truco que hoje conhecemos.
Um pouco mais de historia: No século 17, um francês que estava a caminho da Itália entrou por uma estrada errada e foi parar na Noruega. Algum tempo depois, já familiarizado com o cheiro do bacalhau e não tendo nada melhor para fazer foi aprender os costumes locais tomando contato assim com o truco.
Durante muito tempo foi assíduo freqüentador dos ambulatórios noruegueses até que aprendeu o jogo e logo quis então voltar à França para divulga-lo (e claro fugir das surras). Já um tanto machucado pelas sucessivas partidas jogadas em solo norueguês ele tratou logo de ensinar um compatriota, que aprendeu e deu uma aperfeiçoada nas regras transformando-as no jogo de truco que hoje jogamos.
Este francês é o célebre BEGERRO LABUNDA. Begerro reduziu o baralho de truco de cento e trinta cartas para apenas quarenta, eliminando do jogo as cartas 8, 9 e 10. Passou a distribuir apenas três cartas por jogador e também a sinalizar com gestos discretos a fim de que não fossem percebidos pelos adversários e não mais com pancadas.
No começo os implacáveis franceses do século 17 estranharam, mas depois se acostumaram e foram espalhando o novo jogo por toda a Europa, com exceção feita à Noruega que continuava com as velhas regras e a Portugal, que achou as regras muito complicadas.
Dos primórdios aos dias de hoje o jogo pouco mudou, e até são organizados campeonatos mundiais de quatro em quatro anos, aonde vários países vem a participar, ficando de fora apenas a Noruega por motivos que se seguirão e Portugal que do século 18 até nossos dias ainda não conseguiu aprender as regras.
O motivo da ausência da Noruega nos campeonatos mundiais explica-se pela expulsão deste pais da F.I.TRU. (Federação Internacional de Truco) logo após o jogo inaugural do primeiro mundial em 1902, quando se enfrentavam com os intratáveis e sanguinolentos franceses. Assim que o primeiro grito afrancesado ecoou no salão de jogo, o norueguês EUMATOSSEM BICHENSEN sacou um machado e cortou o pescoço do francês LEVI ADO DEFRANCE.
Na França este jogo também é conhecido como "o jogo das galinhas" devido à gritaria com voz fina que se segue a cada trucada.
"-Trrruco..."
"-Seis, ladrrron!"
"-Nove, pederrastrrra!!!"
"- Enton deixa moa verr, eu terr uma zap!"
"- Moa Ter uma trres de pau."
"- De pau? Uh lalááááá!!!!"
Ainda hoje pode-se dizer que o truco é um jogo para bárbaros selvagens.

enviada por Ron Groo






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