O importante é competir? Apenas para quem invariavelmente perde.

 

RON GROO

 

   

 

BligGroo

Velocidade, literatura e mais.
1 ano!

26/03/2008 22:35

Musicas estranhas, letras esquisitas

Como todos sabem, literatura é uma de minhas paixões e considero – estando eu certo ou não - que letra de música também é literatura. Afinal literatura é: A arte de compor escritos artísticos; o exercício da eloqüência e da poesia; conjunto de produções literárias de um país ou de uma época, logo...
Nem todo letrista pode ser considerado um literato, o inverso idem, mas tem quem se sinta. Tem quem pense que é poeta e que é maior que Drumonnd, Vinícius, Quintana... E ai vai...
Andei lendo umas letras e fui me espantando com a coleção de passagens estranhas e divertidas. Tanto pelas construções e erros quanto pela sonoridade que ganham na melodia e o inusitado do que querem dizer.



Um exemplo clássico do caso de má construção da métrica é a canção: “Até Quando esperar” da Plebe Rude que num certo trecho diz: ‘Não é nossa culpa, nascemos já com uma bênÇÂO’
transferindo a tônica para a silaba “ção” dando uma solução para a métrica, mas escangalhando a gramática.

Plebe Rude

Um outro exemplo divertido está numa canção de Catulo de Paula, compositor cearense que nos brinda com “Cowboy do Ceará” onde conta que fala inglês aprendido num período de “três mês” e para provar mostra como se faz uma declaração de amor na língua de Bob Dylan: ‘ Primeiro chega à mocinha/Pergunta as horas ao caubói/Ele diz: “são five o'clock”/E com pose de herói/Diz: “my girl, my chesterfield/Luck strike e life boy’.

em primeiro plano:Catulo

Um dos campeões – de propósito ou não – é o cearense Falcão, velho amigo aqui do espaço. Dele vem a pérola “O amor que antes de ser já era.”. Aqui ele conta como fez para esquecer a amada que tanta dor de cabeça lhe dera: “Mas eu vim embora, e você/Não passa de um ponto preto/Posto por uma mosca/No meu pensamento/E eu vim contando jumento na estrada/Pra lhe esquecer. ‘.

Falcão, o mito.

Mas o meu verso esquisito predileto é sem duvida um do compositor maranhense Raimundo Soldado, que na melhor das intenções, posando de poeta e tudo – ele queria mesmo ser levado a sério – compôs um dos versos mais estranhos, engraçados e errados que se tem noticia na canção "Não tem jeito que de jeito" A canção fala de um cidadão que foi deixado pela cara metade, mas se conforma: “Não tem jeito que dê jeito/Pra você viver comigo/De hoje em diante/Nós vamos ser/Um simples amigos.”. Profundo... E o plural que se dane!

Raimundo Soldado, o pior...

Convido todos a deixarem aqui suas contribuições, com versos engraçados, mal construídos e/ou curiosos. Só peço que não sejam versos de funk-baixaria carioca, pagode “mauriçola” e estes forrós de duplo sentido que fazem de nossos ouvidos verdadeiros penicos, que aí não é engraçado.
É indigência mental mesmo.
enviada por Ron Groo






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