|
05/03/2008 19:52
Sucessão de erros
Estão todos errados.
A Colômbia errou ao ultrapassar a fronteira sem permissão de outro país soberano. Invasão é muito forte.
O Equador erra ao dar guarida, ou ao menos fazer vista grossa a atividade da FARC em seu território.
Chavez, o fanfarrão, erra ao - pela TV - fazer aquela chacrinha toda e dizer a seu comandante das forças armadas que enviasse contingentes à fronteira com a Colômbia. Como se a ofensa tivesse sido a ele e seu País.
O Brasil e mais um monte de países da América Latina erram em não reconhecer publica e oficialmente que a FARC é sim um grupo de terroristas narcotraficantes.
Afinal usam o mesmo expediente de 'nossos' comandos coloridos do RJ e PCC em SP
Erra o Presidente da Equador, Rafael Correa, vir a publico ofender (-Canalha! - disse ele) o presidente da Colômbia Álvaro Uribe.
A figura do presidente é a representação do povo que o escolheu, logo a ofensa também recai sobre o povo colombiano.
Mas o que mais me choca é que um episódio que poderia ser definido como incidente de fronteira tomou proporções gigantescas e o que deveria ser resolvido pela diplomacia dos Países envolvidos (menos Chavéz, que se doeu à toa) está em via de se tomar contornos de guerra.
Estarão os senhores Presidentes dos respectivos países querendo tirar o foco sobre seus governos que estão em franca queda de popularidade?
Fora o governo brasileiro, os outros amargam índices cada vez menores de popularidade e segundo Joelmir Beting, a situação da economia venezuelana é delicada com alta de preços dos alimentos que beiram ao racionamento.
Como na época da guerra das Malvinas em que o governo argentino à época, uma ditadura com o general Galtieri na Casa Rosada resolveu declarar guerra à Inglaterra para desviar a atenção do povo para a grave crise interna e tentar angariar alguma popularidade a custa de uma causa (furada) nacionalista.
Como disse, estão todos errados.
ATUALIZANDO(06/03/08 às 9hs)
A OEA, Organização dos Estados Americanos, condenou a invasão colombiana ao Equador porém não impôs sanção alguma aos invasores. Também não colocou em sua resolução nem um parágrafo referente a uma possível classificação oficial da FARC como grupo terrorista ou narcotraficante, mantendo assim os olhos fechados ao problema e a futuros novos problemas. Definiu também que o grupo estava no Equador de forma clandestina.
Mas o melhor da reunião foi que em nenhum momento, em nenhum texto, em nenhum discurso fez-se menção a movimentação das tropas venezuelanas. Hugo Chávez sequer foi citado como personagem. A questão foi tratada com razão como bilateral. Cortando assim a escalada de marketing pretendida pelo presidente boquivariano (boquirroto + bolivariano).
enviada por Ron Groo
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|