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30/07/2008 18:40
A alma de um povo
Qual é a essência da alma de um povo?
O que de mais intimo, porém mais visível caracteriza uma civilização?
Será que é isto que a faz ser vencedora ou não?
Acredito eu que sim.
Não creio que sobreviver seja uma vitória, como ocorre a grande maioria dos brasileiros (incluso eu).
Quem não acompanhar meu raciocínio ou pensar diferente que me perdoe. Discordância é fundamental para a elucidação de qualquer assunto. Gerar polemica é essencial para que se possa chegar a algum consenso.
Nem que este consenso seja de que o escrevinhador ficou louco.
Mas voltando a tal essência da alma. O que quero dizer com isto? Não seria já a alma uma essência?
Penso que não.
Penso que há algo intrínseco ainda mais na composição da alma de um povo. E isto os faz prósperos e vencedores.
Vejamos alguns casos:
Os indianos, por exemplo.
Um povo arraigado em sua religiosidade, tanto que não enxerga os pequenos cuidados que devem ser tomados para a manutenção de coisas básicas como a saúde publica.
É comum ver esquifes com corpos em putrefação passar boiando pelo rio Ganges; ver animais todos tidos como sagrados bebendo e soltando suas fezes às margens; pessoas se banhando em rituais religiosos. Tudo isto misturado a plantações, dentro e fora da urbe. Há que se entender. É um costume milenar e por incrível que pareça estudos revelam que a quantidade de bactérias e microorganismos nocivos à vida humana é surpreendentemente inferior a rios tratados e com o uso menos incomum que o velho Ganges.
A essência do povo indiano é a religiosidade, logo sua alma é a de um místico.
Os americanos? Que essências teriam?
São empreendedores. Há quem não goste deles. Não podemos culpar ninguém por isto. Os empreendedores por sua natureza atraem este tipo de sentimento de quem não o é. Digamos que eu também não seja o maior fã deles. Porém não se pode negar que fizeram maravilhas de uma terra relativamente jovem, que há poucos séculos era habitada por uma civilização indígena os tais peles vermelhas que eram guerreiros e tudo o mais, porém não passavam de silvícolas, com tudo que a natureza da palavra encerra.
É certo que grande parte dos projetos usados em sua escalada de progresso pode ter sido roubada a outros povos. Mas catzo! Fizeram funcionar, não?
Os norte-americanos têm em sua essência um líder opressor, mas líder - bem sucedido.
Já os japoneses são grandes criadores. Tem de ser assim pelas circunstâncias.
Vivem em ilhas, logo tem pouco espaço para produção agrícola. Porém a eles se deve todo o avanço tecnológico recente. Um povo perseverante que mesmo abatido pela maior tragédia causada pela mão do homem as bombas de Hiroshima e Nagasaki ou até em função disto fez da busca pela solução na praticidade e na facilitação da vida cotidiana seu horizonte.Sem perder suas raízes e tradições.
O arquétipo do povo japonês é o inventor. Do perseverante.
Os ingleses têm sua fleuma, sua educação e inteligência reconhecida. Quase congênitas.
Maldosamente o cinema americano inventou e depois todo o mundo copiou que o inglês tem alma de eterno mordomo.
E isto foi até certo ponto ratificado pela cordialidade irritante - com que Tony Blair se sujeitou a George Bush em seus últimos tempos no governo inglês.
Mas ter alma de mordomo não é de todo o mal. Veja aonde o povo britânico chegou. Não importa à custa de que.
Ainda assim pode se dizer que são um povo bem sucedido.
O arquétipo, a essência da alma do povo brasileiro aceita universalmente e infelizmente é o malandro.
Acho que não é preciso dizer mais nada.
enviada por Ron Groo
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