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16/07/2008 21:16
O novo Hockenheim e a velha F1
Os carros largavam numa reta curta, em frente a um grande lance de arquibancadas, quase sempre lotado. Tomavam a primeira curva a direita e mergulhavam na Floresta Negra num crescendo de aceleração que só seria interrompida por uma chicane e logo se iniciava novamente. Pé embaixo, adrenalina solta. Mais aceleração e duas pequenas chicanes. Então se voltava à civilização saindo da floresta as portas de um estádio como os de futebol. Algumas curvas ora para um lado, ora para outro e se tomava à pequena reta e completava-se uma volta.
Numa volta realmente muito boa, sem erros e vacilações gastou-se 1min38seg117. Isto nos idos de 2001 e volta fantástica a qual relatei foi de certo alemão queixudo que gozadoramente disse que só se aposentou para não tirar o emprego do Felipe Zacarias Massa.
Assim era Hockeheim, na Alemanha.
Depois disto o circuito foi remodelado. Perdeu um pouco de sua velocidade e de suas retas, um pouco do charme e do brilho.
Seguiu assim até 2006 quando foi utilizado pela ultima vez na F1 quando o mesmo alemão venceu fazendo o tempo de 1h27min51seg693 dando exatas sessenta e sete voltas.
No próximo domingo a pista volta a sediar o GP da Alemanha, mas o circuito que agora chamam de Hockenheim e que um dia serviu de cenário para que Nelson Piquet desse umas bordoadas na oreia do capacete de Elizeo Salazar já não existe mais.
O traçado agora é um legitimo Hermann Tilke, com tudo de ruim que isto encerra.
Circuito travado, com poucos pontos reais de ultrapassagem. Em suma, um circuito fake, como são fakes muitos dos pilotos de hoje.
Em nome de que? Da competitividade? Não sei...
Em nome da segurança? Talvez! Segurança é bom sim. Afinal ninguém quer que se repita o Maio de 1994.
Só que os tempos agora são outros e não foi a pista, e nem a tão somente a velocidade que ocasionou aquelas tragédias. Uma conjunção de fatores que incluíam estes dois citados também. Como provou o acidente espetacular de Robert Kubica no Canadá ano passado.
Os carros são muito, mas muito seguros. Muitíssimos furos acima dos bólidos daquela época. Provado! E porque tanta prevenção? Porque tanto medo?
A F1 atual chegou a um estágio em que se tiver de cortar competitividade e a emoção em nome da segurança irão fazer.
Até chegar o dia em que os pilotos ficarão dentro dos boxes conduzindo os carros através de uma tela. Com um joystick nas mãos em vez de um volante...
É sobre isto e um monte de outras coisas legais que tratamos em mais uma edição da Radio Onboard.
Felipe Maciel e eu tivemos o prazer de receber em nossa mesa virtual Elo, das F1girls, basta clicar nos links abaixo.
Parte Um
Parte Dois
E mais rádio.
Também vai aqui o link para mais uma edição do Programa Briefing,da Radio BestLap no qual participo juntamente com o jornalista Marcio Kohara, o menor de idade boca-suja mais gente boa que conheço Nabuco Goiano, Buck 77 que é sósia do Obama e do Lewis e mais o mestre Oliver (Ave!). Boa diversão!
Programa Briefing
enviada por Ron Groo
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