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24/08/2008 12:18
Grooniadas na Europa - Valência - 24/08/08 - Velha novidade

Pioneiro.
Esta é a palavra correta para definir Felipe Massa neste GP.
Pole, melhor volta e vitória, um fim de semana que se não vai fazer esquecer as agruras da corrida húngara, ao menos suaviza. E quem não quer ser o primeiro vencedor de uma pista nova e escrever seu nome na história?
Valência é a sexta pista espanhola a receber uma corrida de f1, seja lá por qual nome se dêem a eles GP da Espanha, da Europa ou o que o valha: Jarama, Montjuïch, Jerez de la Frontera e Barcelona já tiveram o privilégio e fica atrás em termos de beleza apenas da pista no parque de Montjuich, que por problemas de segurança no GP de 1975 foi deixado de lado. Atravessa um porto, uma ponte, tem trechos que lembram Mônaco, mas... Apesar da beleza de suas instalações, foi chata.

Ninguém aqui vai mentir e dizer que foi uma beleza, uma maravilha...
Nada. Apesar de veloz a pista não ofereceu momentos de emoção e disputa.
Se me lembro bem, as únicas ultrapassagens que houve foram feitas por verdadeiras carroças: Rubens Barrichello da Honda, ultrapassado por Kazuki Nakajima da Williams, Sutil passando Fisichella, ambos da Force Índia (fala sério!) e David Couthard, da Red Bull que conseguiu passar sem bater por Nelson Ângelo com uma Renault. O que não adiantou muito no caso do Matusalém escocês já que mais a frente ele acertaria um carro qualquer numa outra tentativa de segurar a própria posição. E juntando a esta manobra que é corriqueira de David ainda tivemos um carro da equipe de Frank Williams com o bico quebrado (Kazuki?).
Como se viu a pista até era nova, mas, as besteiras foram as mesmas de sempre, nada de novo.
A largada foi sem sustos, Robert Kubica que largava em terceiro até tentou pegar a posição de Hamilton nas primeiras curvas, como fez Massa na Hungria, só que escolado, o inglês conseguiu se segurou e depois não foi atacado mais. Pode-se até dizer que uma sacola plástica destas de supermercado tirou um pouco da competitividade do polonês narigudo, tudo bem, mas provavelmente o carro da BMW não alcançasse mesmo o Mercedão. Conjecturas e só.

Kovalainen tomou a posição de Kimi Raikkonen e esta foi a mudança mais sensível e importante na largada.
O povo que lotou todos os pontos do circuito teve uma grande decepção logo de saída com o piloto da casa que para não bater no carro a sua frente brecou e teve a sua traseira acertada quebrando assim o aerofólio arrancado. Parou nos boxes, mas decidiu não continuar na corrida poupando assim seu motor. Até eu fiquei chateado. A festa estava bonita e apesar de ser bem impossível de acontecer torcia por uma boa posição de Alonso. Talvez por isto mesmo ele tenha tido tanto azar...

Então daí pra frente foi tudo muito monótono. Com exceção do acidente de Kimi Raikkonen atropelando com a roda traseira o mecânico responsável pela mangueira de reabastecimento. E para acabar de vez com a tal teoria da conspiração que reza que a Ferrari sempre estraga deliberadamente as corridas de Felipe Massa o motor do finlandês bebedor literalmente explodiu na reta dos boxes deixando o nórdico a pé sem nem os pontinhos da sexta posição que ocupava.
E foi só isto. Massa fazendo as vezes de Giuseppe Farina e sendo o primeiro vencedor, o pioneiro para usar a palavra com que abri o texto, Lewis Hamilton com o segundo lugar, mas fácil da sua vida e a volta ao pódio de Kubica. Se não foi sensacional, pelo menos foi bom...
Agora vou ler os textos sobre a corrida pela internet afora e contar quantas vezes vão fazer analogia da vitória de Massa com medalha olímpica.
Fala sério!
 Massa mandando uma rosca para quem fizer analogia com a Olímpiada
enviada por Ron Groo
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