GP da Bélgica é a personificação do manjado só acaba na bandeirada.
Uma corrida imprevisível em todos os sentidos. Nunca se sabe como vai ser a largada; A parte central da corrida pode ser mudada por n fatores como chuva, por exemplo.
E o final, Deus meu...
Isto é Spa, algo que os Tilkes e seus laptops com programas Microsoft de ultima geração nunca vão conseguir sequer imaginar, quanto mais desenhar.
Imagino a raiva que deve ter sentido os senhores da Fia e da inveja do monopolista arquiteto de pistas ao ver que em um circuito antigo esta no calendário desde 50, saindo apenas nos anos 70 é só por algumas temporadas houve tantas possibilidades e até, pasmem ultrapassagens. Vão ter de engolir.
E nós... Ah! Enquanto existir Spa-Franchorchanps no calendário nós ainda teremos alguma emoção.
E que emoções... Vou por uma musiquinha aqui...
Click (barulho de botão). Não importa a noite/De qualquer maneira nós vamos brincar....
A noite talvez tenha sido muito curta para se pensar no que fazer depois de uma tomada de classificação como foi a de Sábado. Mesmo fazendo uma volta perfeita, Felipe Massa não conseguiu superar Lewis que ficou com a pole. Atrás de Massa Kovalainen e Kimi Raikkonen fechavam as duas primeiras filas.
Para trás tivemos Alonso em boa sexta posição e os surpreendentes Sebastiões em nono e décimo colocando a filial Toro Rosso a frente dos dois carros da matriz Red Bull.
Porém, e eu devo dizer isto. A Red Bull conta no momento apenas com um piloto em cada corrida. A saber: Mark vóz-de-sapo Webber. Coulthard, que já vai se aposentar, há muito tempo só conta quando está fazendo barbeiragens.
Prepare seus corações/para estas emoções que trago de Axixá....
A largada foi uma surpresa.
Não pela despencada de Kovalainen depois de espalhar na tomada da La Source o finlandês cover da McLaren especializou-se durante este dano de demolir expectativas. Para o bem e para o mal. Quando todos apostam que vai muito bem, faz porcaria e quando todos dão por certo de que será apenas ele mesmo o cara até vence. Vai entender!
Mas pela largada sensacional de Kimi Raikkonen que passou seu conterrâneo; aproveitou o cuidado excessivo quase bunda mole de Massa para jantar o brasileiro e mais a frente pegar o inglês como sobremesa.
A partir daí tudo ficou meio monótono. Massa não se aproximava dos ponteiros, Kimi controlava a aproximação de Lewis numa corrida até então perfeita do campeão do mundo.
O importante é que eu cheguei agora/Alegre como sempre, feliz a cantar/Canta comigo amor, dança comigo/balanceia meu cordão/eu sei que você vai gostar.
Os destaques desta perna da corrida foram os dois Toros Rosso, ratificando a boa posição de largada dos Bastiões e a tentativa de recuperação de Heikki ultrapassando onde dava e do jeito que dava em uma pista levemente humida. Afoito andou se enroscando com Webber. Kova teve seu dia de Coulthard.
Nelsinho fora por ter segundo ele próprio em depoimento à repórter da Globo pisado na linha branca e perdido a aderência. Legal mesmo foi o ouvir convidando a moça para entrar nos boxes com ele: -Entra aqui, relaxa... Toma alguma coisa.. Só que a cantada não colou.
Rubinho colocou a culpa no câmbio. Cada hora é uma coisa diferente. Se o carro pudesse falar poria a culpa nele.
Vai tudo normal até que. Eis que chega a chuva no fim da corrida...
Eu quero ver o vento louco teus cabelos balançar/Balança e dança/Balança até cansar/Quero ver o vento louco/Teus cabelos balançar
A pista ficou escorregadia, perigosa e o ultimo ato em Spa começa com um pequeno erro de Hamilton onde todos pensaram que ele iria aquietar e se conformar com a segunda posição. Ledo engano!
Muito mais rápido que Kimi ainda na mesma volta, encostou novamente e forçou.
Numa mostra de arrojo ao qual não estou acostumado a ver o finlandês envolvido disputaram as freadas e curvas, ora um, ora outro fora da pista.
Os dois rodam, voltam na mesma.
Ante penúltima volta e Lewis parte definitivamente para o ataque. Na ultima perna da Bus Stop os dois se enroscam, o inglês perde o traçado e ganha a posição por fora da pista. Pela regra teria de devolver a posição ao finlandês. Teoricamente devolveu, mas a que custo? Abriu a porta para que o britânico passasse, mas não parou de acelerar e tracionar equilibrando assim o carro e quando faltavam poucos metros para acabar a reta e tomarem o grampo, cotovelo ou que queiram chamar La Source, deixou Kimi passar, também em termos, pois já embutiu atrás da Ferrari e forçou mais ainda quase acabando com a corrida dos dois. E grudados assim passaram pela Eau Rouge e ganharam a Radillion, já então absolutamente molhada. Mais uma vez Raikkonen escorrega e num destes pecados imperdoáveis que só o esporte pode proporcionar bate o carro no muro terminando ali a sua melhor corrida nesta temporada.
Desta vez merecia realmente vencer.
Lewis e Massa, que herdou a segunda posição trataram de levar com o maximo cuidado o carro até a bandeirada final uma volta e meia depois. Por pouco Massa não tem seu dia de Kova e herda também a primeira posição nas escorregadas de Lewis
Belo fim de corrida também para Heidfeld e Alonso que fizeram uma parada nos boxes e colocaram pneus intermediários e com isto garantiram o terceiro e quarto posto respectivamente.
Isto foi Spa... Como sempre, imprevisível e emocionante. Que se registre ainda que a Ferrari entrou com protesto perante a Fia contestando a manobra de Hamilton o que pode mudar no tapetão o vencedor de pista do GP. Seria lamentável se acontecesse. Porém nada vai mudar o fato de que o grande perdedor do dia for Kimi, que ao chegar aos boxes, cantaria o fim da canção que venho transcrevendo. Se conhecesse, claro!
Vem meu amor/Sem teu carinho/O meu cordão/É tão sozinho
Quase uma hora depois os senhores comissários de pista resolveram punir com 25 segundos o inglês, o que o jogou para a terceira posição e deu a vitória a Felipe Massa. Isto apenas para os registros, quem assistiu viu mesmo quem venceu. E sintomático. este tempo todo depois do fim da prova os acordes da canção que coloquei no texto ainda soavam também em meus ouvidos!
Balança e dança,balança até cansar... enviada por Ron Groo
Bem, esta não é a primeira vez que me dão estes prêmios na net. Meu blog foi escolhido em diversas outras vezes e eu sempre que possível retribui.
Mas desta vez é especial... A honraria não veio apenas de um blog, mas de três!
Speeder do Continental Circus, Felipão do BlogSport e de Marcos Antonio do GP Séries.
Os dois primeiros são amigos de longa data. De várias conversas por MSN e telefone, já Marcos é amigo relativamente novo, mas igualmente importante.
O trabalho deles em seus blogs é muito bacana!
Felipão tem um blog que pode ser chamado de antropofágico no sentido que Mário de Andrade deu a palavra lá atrás na semana moderna de 22.
Devora e degluti vários assuntos fazendo de todos algo palatável e espantoso! Gostaria que um dia ele postasse a história do Porsche de James Dean, o little bastard que uma vez me mandou por e-mail.
Tenho o texto em meu computador e tal, mas não vou postar. Não seria justo publicar uma obra prima daquelas fora do BlogSport. Fica a sugestão, encham os coments do Felipão pedindo a história, ninguém vai se arrepender...
Speeder é meu canal de informação européia predileto. O que mais gosto por lá são os posts que expõe fatos do cotidiano no velho continente. Política lusitana e fatos da comunidade européia que nos escapam por um motivo qualquer, mas que aos olhos de quem lá vive é muito relevante.
Já Marcos é um fã ardoroso da Williams F1, e não tem vergonha de bradar isto! Nem eu!
Sua série de posts sobre as quinhentas corridas da equipe de Groove merece uma atenção especial. E tomara que as charges e legendas malucas em fotos de F1 voltem logo para delírio de quem tem bom humor.
Juntando-se a estes três também estão outros blogs que não só leio, mas recomendo a todo mundo.
O Guard Rail de Priscila Bar é o melhor canal para se apurar as quantas andam a temperatura da F1 na Espanha. Priscila vive lá apesar de ser brasileira. Destrinchou para nós o imbróglio que foram as negociações dos donos de apartamentos próximos ao novo circuito de Valencia com a prefeitura local... E não só isto, confira lá!
O Blog do Ribeiro, de meu muito amigo e camarada Ribeiro lógico! é uma bíblia para quem quiser se iniciar no hobby de colecionar miniaturas automobilísticas, melhor que ler sobre o blog é ir visitar. Reparem nas fotos e nos detalhes dos carrinhos. E o melhor são todas dele mesmo!
Outro site que não poderia faltar é o F1 Girls, que anda meio devagar, mas é fundamental para provar que mulher entende de automobilismo sim... Ao que sei só não conseguem desmistificar a história de que mulher não dirige bem. Né Dea?
Desculpem mas não resisti...
Eu nem perco meu tempo com o Grande Premio, nem vou muito ao Tazio ou ao Superspeedway. Para me inteirar da categoria máxima do automobilismo mundial eu vou sempre ao Blogf-1, e posso afirmar que lá ninguém corre atrás do furo do patrão!
São muitos os que queria premiar.
Muitos os que queria listar aqui no texto, mas não dá... Ficaria muito extenso, se já não está... Façamos o seguinte então...
Ai do lado direito tem uma lista com os links para todos os blogs que gosto e leio regularmente, que todos então sejam os premiados, merecem, e muito mais...
E vamos para Spa, que é a pista mais bonita do ano em minha opinião. Vamos ver os carros vencendo a Eau Rouge; a Blanchimont; a La source... Enfim uma pista com curvas de verdade e não aquelas coisinhas mixurucas que o Tilke inventa na tela do lap top dele...
É... E não é que saiu mesmo do papel e da cabeça de dirigentes cada vez mais ávidos por dinheiro e propaganda?
Neste ultimo domingo foi dada largada na Formula Superliga, que nada mais é que uma competição de carros de formula não me pergunte qual pintados nas cores de clubes de futebol.
Tivemos por lá carros com o escudo do Milan; Roma, PSV Eindhoven; Futebol Clube do Porto entre outros.
Os representantes brasileiros como não poderiam deixar de ser são Corinthians e Flamengo, notórios por terem as maiores torcidas do País e também serem donos das maiores dividas. Ou seja... Qualquer graninha que pingar nos cofres ta bom.
Ainda que para isto a imagem do clube tenha que sair um tanto arranhada já que no caso do carro do Corinthians, o bólido quase não parava na pista, passeando regularmente pela grama. Bem ao estilo do time mesmo que ultimamente tem feito sua torcida pastar bastante...
Pessoalmente não me empolga e nem é por que meu time não tem carro inscrito. Seria muito difícil ver um daqueles carros pintados com o tradicional e manjado branco do Santos FC, sem contar que provavelmente não seria lá grande coisa. Como não tem sido o time.
Fico pensando se esta categoria frutificasse e tivesse campeonatos nacionais de superliga. Bem ao estilo futebol.
Os carros correriam no Campeonato Brasileiro de F-Superliga, com vinte carros na primeira divisão e mais trocentos na segunda.
Os quatro primeiros se classificariam para a F-Superliga Sul-americana e depois para o mundial de F-Superliga...
Então teríamos:
Um Chevette velho do Corinthians;
O carro rosa do São Paulo; Townner de churrasco grego do Grêmio;
Um caminhão de trio elétrico do Bahia
e por ai vai (quem tiver mais sugestões, por favor, aos coments).
Até ai tudo bem. O que me deixa realmente apreensivo é como poderia ser o comportamento das torcidas nos autódromos, visto que todos os carros iam correr juntos e as torcidas deveriam, obviamente, comparecer ao mesmo local para acompanhar as corridas.
Imagino o carro do Corinthians, Flamengo ou qualquer outro indo mal e os Gaviões da Fiel, Torcida Jovem e afins estendendo faixas do tipo: Fora chefe de equipe, ou então: Piloto Burro.
E quando ficasse provado que o problema fosse o carro então? Aí a faixa seria: ÔÔÔ, queremos um motor!.
Sem contar a eterna busca do Corinthians por um autódromo próprio...
Dá ou não para ficar com dois pés atrás nesta associação do automobilismo com o futebol?
E uma ultima ressalva.
Se os dirigentes forem tão honestos e isentos na tal F-Superliga a que é de verdade e correu neste domingo em Donington quanto são os cartolas de futebol pelo mundo a fora, então, a categoria já é natimorta. E é só ver uma das frases do regulamento para ter esta certeza: Cada equipe de time/clube de futebol acumulará pontos, os campeões da Formula Superliga será a equipe que obter o maior número de pontos até o final da temporada."
E vem ai a corrida com o maior prêmio já pago em toda a historia do automobilismo nacional: A CORRIDA DO MILHÃO.
E o BligGroo não ia ficar de fora desta de jeito nenhum.
Afinal, um milhão de dólares não ia cair mal na minha conta não...
A prova, que é válida pelo campeonato da Sotck-bolha-cars vai ter 47 voltas, ou 75 minutos. O que chegar primeiro.
Não poderia ser maior mesmo já que a quantidade de batidas e saídas de pista também cresceria e tudo poderia acabar muito antes, sem nenhum carro na pista. Aquilo algumas vezes parece demotilion car e em outras, carrinhos de batidas de parque de diversão.
A aposta deste blog para ganhar a prova e a grana recai sobre Ricardo Maurício embora o Cacá Bueno também esteja bem cotado.
Mas assim mesmo inscrevi-me e tomei a liberdade de também inscrever meu amigo Felipe Maciel do Blogf-1 para a corrida.
Estamos bem preparados e com os melhores carros do grid.
E o melhor...
São carros de verdade e não as bolhas que correm por lá
Ta certo que o circuito já não é mais o velho e bom Jacarepaguá, mas, vai valer à pena.
E com a grana a gente pode encher a cara de guaraná e cachorro quente na praia de Copacabana depois...
Quem quiser participar é só deixar ai nos coments o nome da sua equipe o que carros vão usar. Lembre-se que a imaginação e a cara de pau não têm limites!
Confiram os carros nós da Equipe Errows Onboard vamos usar na corrida, e com os mesmos motores que equipam a Ferrari ó!
Este são os carros que vamos usar
E não deixe de ouvir também a nova edição da Radio Onboard Edição Valência em que Felipe e eu recebemos com muito honra e alegria o vascaíno numero um agora ele me mata Marcos Antonio do blog GP Séries Um torcedor ferrenho da Williams e do Nico Rosberg (já que ele vai me pegar mesmo eu chuto o pau da barraca logo...)
Demos uma destrinchada no GP da Europa no novíssimo e tão padecente de velhos problemas circuito de Rua de Valência.
Só não falamos na Corrida do milhão...
Vale à pena conferir...
Massa: Venceu, fez história e mostrou que ta na briga sim. Hat trick - 9
Lewis: Noticias apontam que teve problemas digestivos - correu bem - 8
Kubica: - Um terceiro lugar justo pelo fim de semana, voltou ao pódio: - 7
Kimi: - Putz, devia ter bebido menos, peguei o carro do Massa por engano...
A nota baixa do GP, Alonso merecia uma corrida ao menos mais longa. Sequei o cara.... 0 para ele e para mim
Nota triste - Mas o mêcanico apesar da fratura passa bem... 0 para o equipamento de reabastecimento.
Os três no podio para dar a nota geral da corrida - 10 pela beleza - 5 pela chatice = média 5 -se a conta estiver errada ponham a culpa na cauculadora.
Como o Lewis teve problema digestivos e o motor da Ferrari do Kimi também, resolvi eleger a grande vilã do fim de semana. apesar de gostosa a Paella é um perigo para estomagos sensíveis...
E dizem que a cena foi assim:
Hamilton chegou à noite no motorhome da Mclata e viu a cozinheira da equipe chorando:
Lewis: - Mas o que foi? Que aconteceu?
Cozinheira: - Eu fiz uma comida espanhola para o senhor... Mas o cachorro comeu!
Lewis: Ah! Não chora, não tem problema... Depois compro outro cachorro para você!
Grooniadas na Europa - Valência - 24/08/08 - Velha novidade
Pioneiro.
Esta é a palavra correta para definir Felipe Massa neste GP.
Pole, melhor volta e vitória, um fim de semana que se não vai fazer esquecer as agruras da corrida húngara, ao menos suaviza. E quem não quer ser o primeiro vencedor de uma pista nova e escrever seu nome na história?
Valência é a sexta pista espanhola a receber uma corrida de f1, seja lá por qual nome se dêem a eles GP da Espanha, da Europa ou o que o valha: Jarama, Montjuïch, Jerez de la Frontera e Barcelona já tiveram o privilégio e fica atrás em termos de beleza apenas da pista no parque de Montjuich, que por problemas de segurança no GP de 1975 foi deixado de lado. Atravessa um porto, uma ponte, tem trechos que lembram Mônaco, mas... Apesar da beleza de suas instalações, foi chata.
Ninguém aqui vai mentir e dizer que foi uma beleza, uma maravilha...
Nada. Apesar de veloz a pista não ofereceu momentos de emoção e disputa.
Se me lembro bem, as únicas ultrapassagens que houve foram feitas por verdadeiras carroças: Rubens Barrichello da Honda, ultrapassado por Kazuki Nakajima da Williams, Sutil passando Fisichella, ambos da Force Índia (fala sério!) e David Couthard, da Red Bull que conseguiu passar sem bater por Nelson Ângelo com uma Renault. O que não adiantou muito no caso do Matusalém escocês já que mais a frente ele acertaria um carro qualquer numa outra tentativa de segurar a própria posição. E juntando a esta manobra que é corriqueira de David ainda tivemos um carro da equipe de Frank Williams com o bico quebrado (Kazuki?).
Como se viu a pista até era nova, mas, as besteiras foram as mesmas de sempre, nada de novo.
A largada foi sem sustos, Robert Kubica que largava em terceiro até tentou pegar a posição de Hamilton nas primeiras curvas, como fez Massa na Hungria, só que escolado, o inglês conseguiu se segurou e depois não foi atacado mais. Pode-se até dizer que uma sacola plástica destas de supermercado tirou um pouco da competitividade do polonês narigudo, tudo bem, mas provavelmente o carro da BMW não alcançasse mesmo o Mercedão. Conjecturas e só.
Kovalainen tomou a posição de Kimi Raikkonen e esta foi a mudança mais sensível e importante na largada.
O povo que lotou todos os pontos do circuito teve uma grande decepção logo de saída com o piloto da casa que para não bater no carro a sua frente brecou e teve a sua traseira acertada quebrando assim o aerofólio arrancado. Parou nos boxes, mas decidiu não continuar na corrida poupando assim seu motor. Até eu fiquei chateado. A festa estava bonita e apesar de ser bem impossível de acontecer torcia por uma boa posição de Alonso. Talvez por isto mesmo ele tenha tido tanto azar...
Então daí pra frente foi tudo muito monótono. Com exceção do acidente de Kimi Raikkonen atropelando com a roda traseira o mecânico responsável pela mangueira de reabastecimento. E para acabar de vez com a tal teoria da conspiração que reza que a Ferrari sempre estraga deliberadamente as corridas de Felipe Massa o motor do finlandês bebedor literalmente explodiu na reta dos boxes deixando o nórdico a pé sem nem os pontinhos da sexta posição que ocupava.
E foi só isto. Massa fazendo as vezes de Giuseppe Farina e sendo o primeiro vencedor, o pioneiro para usar a palavra com que abri o texto, Lewis Hamilton com o segundo lugar, mas fácil da sua vida e a volta ao pódio de Kubica. Se não foi sensacional, pelo menos foi bom...
Agora vou ler os textos sobre a corrida pela internet afora e contar quantas vezes vão fazer analogia da vitória de Massa com medalha olímpica.
Fala sério!
Massa mandando uma rosca para quem fizer analogia com a Olímpiada enviada por Ron Groo
Está certo que muitos pilotos se não todos já tiveram contato com a pista em simuladores e que neste momento em que faço este texto até já fizeram os primeiros treinos livres nas ruas de Valência. Só que corrida mesmo, para valer é outra coisa.
O circuito é veloz e longo.
Segundo soube tem pico de velocidade de 320 km/h e mais de cinco mil metros de extensão..
São trechos velozes que sempre acabam em curvas de baixa que exigirão muito dos freios.
Vinte cinco curvas; poucas áreas de escape e um muro muito próximo, o que nos leva a crer que o motorista do safety-car poderá ter muito trabalho durante a prova. Ainda mais sabendo que na pista estarão feras do quilate de David Couthard e Kazuki Nakajima.
Sua parte mais característica talvez seja a passagem sobre uma ponte. Não tenho lembranças de outras pistas que tenham uma ponte.
Monza até tem, mas como as curvas inclinadas estão desativadas...
Descontando-se as devidas proporções, uma estréia de pista nova no calendário da F1 é quase tão importante quando a primeira corrida nos idos anos 50.
Assim como os daquela época, os pilotos de hoje também não tem muita idéia do que terão pela frente.
Em 1950 os pilotos até conheciam bem a pista já que haviam corrido lá com outras categorias. Mas com os possantes bólidos da então nascente F1, nunca.
Pessoalmente estou ansioso.
Gostaria mesmo que esta nova pista fosse ao contrário da maioria das pistas Tilke competitiva e emocionante e que ficasse no calendário por muito tempo. Até se tornar tão tradicional quanto Mônaco ou Spa, por exemplo.
E ainda tem mais.
É um circuito de rua, coisa rarissíma em nosso tempo. Apenas sobrou a corrida no principado e Spa que usa trechos de estradas belgas.
Melbourne e Canadá são dentro de parques por isto não contam.
Que venha a pista de Valência e que seja uma corrida das melhores!
Que vença o melhor piloto e que desta vez, o melhor vença pelo próprio braço e sem acidentes bestas dentro dos boxes; sem chuva e sem se valer (muito) dos safety car que possas ocorrer durante a corrida.
E quem ganhará? Quem será o Giuseppe Farina o primeiro vencedor da f1 - dos novos tempos?
É a F1 voltando a fazer história. E que esta historia seja contada com a emoção que a gente espera de corridas de carro.
Olé!
É sobre isto também que debatemos, Felipe Maciel e eu na edição da Rádio OnBoard desta semana.
Clique aqui e aproveite também para votar na eleição do melhor podcast da rede: A Rádio Onboard!
Obrigado! enviada por Ron Groo
Peço licença para falar de um assunto do qual não sou muito afeito: Futebol.
Não entendo muito, talvez por isto seja torcedor do Santos F.C. mas me parece mais que óbvio que um time montado as pressas, no aeroporto e na base do 'se não tem tu, vai tu mesmo' não poderia ir longe em competição alguma. Vivendo do brilho de falsos craques, tipos que em minha modesta opinião são grandes produtos de marketing e jogadores dos mais comuns - Patos, Thiagos, Lucas e quetais - e nomes que tentam se reerguer - Gaúchos, Diegos... - Não fizeram nem cócegas no bom time argentino, que se não é nada, não é nada, pode abiscoitar um bi-campeonato olímpico.
E então, agora, levando em consideração a opinião de muitos expezialistaz no assunto, que diziam que as partidas meia boca deste time se deviam ao fato de que eles estavam se guardando para as partidas realmente válidas que eram as de semi-final e final fica apenas a canção do Chico Buarque como consolo, tanto pela beleza da musica quanto pela ironia dos versos se os aplicarmos a este caso...
Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
FOI UMA LÁSTIMA!
Mas como tragédia pouca é bobagem e nem só de péssimas noticias vive o mundo, eis que surge mais uma edição da sensacional Rádio Best Lap, desta feita apresentada - como sempre - pelo jornalista Marcio Kohara e coadjuvado por Diogo DFS e eu. Tivemos também a presença mais do que especial de Felipe Maciel do Blogf-1 dando uma geral no já lendario GP da Hungria 2008.
Desta vez não tivemos a participação do Mestre Oliver (Ave!) que estava ocupado com os festejos do aniversário de seu filho Lucas.
Ao Lucas, mesmo atrasado, meus parabéns e felicidades.
Também não tivemos o Buck_77 pr lá, que até agora não nos deu um motivo plausível para o sumiço. Achamos que ele estava em campanha eleitoral...
Não... Não é caso de ufanismo.
Para poder chegar aonde chegou medalha e recorde olímpico ele teve que ralar muito e, sem as condições ideais aqui na terra brasilis foi treinar longe da família nos Estados Unidos. Por três longos anos.
Mas valeu a pena.
A medalha olímpica corou este esforço.
Esta medalha tem um gosto especial porque vem além de ser no mesmo esporte na mesma Olimpíada em que o mundo esta conhecendo o novo rei das piscinas: Michael Phelps.
O cara conseguiu até agora sete das oito medalhas de ouro que se propôs a ganhar nestes jogos. Isto somada as que ele havia ganhado na olimpíada passada o coloca na condição de maior ganhador olímpico de todos os tempos com quinze medalhas Olímpicas, sendo treze de ouro e podendo ainda ganhar mais uma nestes jogos.
Phelps tem salvado os jogos, que até acusação de edição de imagens na festa de abertura e dublagem de cantora mirim já teve. Mas tudo bem, trata-se da China, não? Então não se pode espantar-se com nada...
Editando 17/08/2008: Ele conseguiu as oito medalhas a que se propôs, mostrando que além de fera em seu esporte, é um sujeito de palavra
Pena que este momento de alegria tem uma nota baixa.
O falecimento de Dorival Caymmi aos 94 anos de idade.
O velho Caymmi, patriarca de uma família de músicos extraordinários - Nana, Dori, Danilo Criou canções que exalavam Bahia por todas as notas.
A lenda do pescador; É doce morrer no mar; Marina; Rondó de Gabriela, esta em parceria com outro baiano ilustre e, dizem, muito parecido com ele: Jorge Amado... A lista é extensa e belíssima.
Não dá pra dizer que sua morte empobrece um pouco mais a MPB já que há algum tempo ele estava aposentado do nobre oficio de compositor, e suas obras - assim como tudo que é bom são eternas.
E se há um céu, agora ele deve estar por lá, numa rede, balançando, tocando violão e cantando Maracangalha ou Maricotinha onde definitivamente ele assumia a fama de preguiçoso:
Se fizer bom tempo amanhã
Eu vou!...
Mas se, por exemplo, chover
Não vou!...(2x)
Diga a Maricotinha
Que eu mandei dizer
Que eu não tô
Não tô!
Não vou!
Uma chuvinha, redinha
Cotinha
Aí, piorou!
Nem tô!
Nem vou!
Nem tô!
Nem vou!
Dorival Caymmi tinha 94 anos, em minha opinião ainda foi embora cedo, enquanto um treco horrendo como Madonna ainda está por ai...
Não dava pra trocar não? enviada por Ron Groo
Acordou atrasado. Muito mais do que sempre se atrasa.
No banheiro, abriu o chuveiro, esperou por alguns segundos até que a água esquentasse.
Em vão.
Minutos se passaram sem que a água sequer ficasse morna.
Atrasado, toma banho assim mesmo.
Desliga o chuveiro e põe a mão para fora do box de fibra de vidro, quer pegar a toalha.
Ela não está lá. Esqueceu-se dela.
Abre totalmente a pontinha do box e vê que nem no banheiro a toalha está. Talvez tenha esquecido no encosto da cadeira que fica imediatamente do lado de fora do banheiro.
Estava mesmo num encosto de cadeira, mas a cadeira do computador, na sala.
Tem que ir buscá-la e só ai nota que também não trouxe ao banheiro os chinelos de dedo que usa.
Vai escorregando, atravessa os cômodos xingando baixinho.
Se seca na sala mesmo. Afinal é mais perto do quarto e como já está atrasado...
Ao se virar nos calcanhares para poder voltar pelo corredor e chegar ao quarto vê que molhou a casa toda. Do banheiro, vindo pelo corredor, passando à porta dos quartos e pela escada que liga a parte baixo da casa aos quartos e a sala.
Maldita mania de ordem e limpeza que o faz buscar o rodo e um pano de chão para secar tudo. Xinga em voz normal agora...
Volta ao quarto. Abre o guarda-roupa e percebe que não há nenhuma camisa passada. Veste qualquer uma.
Veste as calças.
Calça meias e sapatos às pressas. Toma uma xícara de café puro e sai para o trabalho todo amarrotado. Da a impressão que dormiu vestido.
Ao descer a ladeira em que mora lembra-se de que não penteou o cabelo. Olha a sombra e tem a impressão de estar vendo o Bozo nela. Aumenta o tom da voz no xingamento.
Ao chegar ao ponto de Ônibus vê que seu coletivo já está passando pelo ponto. Corre.
O motorista parece não vê-lo ou como seria mais fácil pensar o ignora. Acelera.
Ele não se faz de rogado, acelera também e corre atrás do veiculo.
Um semáforo fechado para o transito, vermelho, para o ônibus. É sua chance.
Chega à porta do coletivo e bate nela desesperadamente. O motorista finalmente o enxerga e abre a porta. Ele num salto entra, os passageiros estão espantados com sua figura amarrotada e descabelada.
Tenta. Apenas tenta argumentar com o motorista sobre tê-lo ignorado e só então percebe que aquele não é o ônibus da linha que usa. A vergonha neste caso o impede de xingar.
Desce constrangido, olha para as janelas do veiculo e vê que os passageiros riem. Faz para eles o sinal característico do dedo médio levantado enquanto os outros estão todos dobrados.
Quando olha de novo para o ponto vê que o seu está lá agora. Corre até ele, dá o sinal e consegue embarcar. De novo o olham como se vissem assombração.
Ao descer no ponto final, lembra-se de que está atrasado. Acelera o passo e antes de dobrar a esquina para chegar ao trabalho vê-se bloqueado por um hare krishna, todo paramentado.
- O senhor é feliz?
- Ficaria mais se saísse da minha frente!
- O senhor gostaria de ser mais feliz?
- Eu adoraria ser feliz e para isto acho que teria de arrebentar esta sua cara feia...
- O senhor é estressado?
- Vai para p.q.p.! grita ele.
Puxa o hare-krishna pela trancinha feita em rabo de cavalo e o põe finalmente de lado seguindo para o trabalho.
Ao entrar no escritório, amarrotado, descabelado, com fome e atrasado ainda é recebido pelos colegas de trabalho com certa ironia.
- Ué, dormiu vestido assim?
Educadamente e ponderadamente responde enquanto descobre que esqueceu a bolsa com a marmita dentro do ônibus:
- Sim, e ao lado da senhora sua mãe.
E assim começa mais um dia tipicamente normal... enviada por Ron Groo
As modalidades estariam equilibradíssimas. Algumas tendo até empates técnicos.
OLHO GORDO A DISTANCIA.
Nesta prova temos tivemos a competição mais acirrada do certame. A medalha de bronze ficou para:.
Nelson Ângelo Piquet: No GP da Alemanha conseguiu um segundo lugar apesar de não ter ultrapassado ninguém. Apenas lançou um olhar obeso sobre a suspensão de Timo Glock da Toyota.
A medalha de prata é de: Robert Kubica: No GP do Canadá, vinha atrás de Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton quando o piloto da McLaren acertou a traseira mole? do finlandês. Dizem que foi obra de JPII que resolveu ajudar seu protegido narigudo. Olho gordo papal!
E a medalha de ouro foi para: Heikki Kovalainen: No GP da Hungria. Vai ter olho gordo assim na Finlândia...
O cara secou o companheiro de equipe fazendo-o furar um pneu e não contente secou Felipe Massa conseguindo a façanha de estourar o motor da Ferrari!
ARREMESSO DE CARRO.
Nesta modalidade não houve páreo para:
David Coulthard, que levou a medalha de ouro pelo conjunto da obra até agora.
GOLISMO.
Foram poucas, mas a Finlândia está levando ouro e prata nesta modalidade:
Prata para Heikki Kovalainen
Ouro para: Kimi Raikkonen.
Ambos deram goladas de responsa no champagne ao fim das provas em que subiram ao pódio.
E começaram as Olimpíadas de Pequim.
Não gosto, é verdade. E não acho que o importante é competir.
De jeito nenhum.
Quem acha que o importante é apenas competir é aquele que perdeu.
Quem ganha não quer nem aventar a hipótese de ter perdido
A não ser que tenha ganhado por acaso. Como alguns pilotos da F1 este ano.
Um grande exemplo disto foi Michael Phelps, que nesta madrugada garantiu a segunda medalha de ouro das oito que pretende ganhar nestes jogos.
Foi no revezamento 4x100 livre, e a equipe americana pulverizou o recorde mundial que é contado apenas para o primeiro nadador a cair na água. No caso Phelps.
Ele ao que parece já dava a medalha por perdida ou coisa que o valha já que a equipe francesa liderava a prova até com certa folga quando caiu na água o nadador Jason Lezak, o mais velho da equipe.
O francês Alain Bernard tinha um corpo de vantagem e rumava soberano para bater em primeiro e garantir a medalha de ouro para seu país quando foi literalmente atropelado pelo americano.
Lezak garantia para ele a continuidade do sonho das oito medalhas douradas.
Phelps era o que mais gritava. O que mais vibrava, corroborando assim a minha frase lá do inicio do texto.
Ou seja: O importante é realmente ganhar, ou alguém acha que mesmo sendo brilhante a prova de Lezak, se ele não tivesse batido em primeiro teria valido de algo? Para Phelps provavelmente não.
Vamos aguardar novos lances dos jogos. Ao menos tem proporcionado belas imagens e talvez, bem provável o problema esteja em mim por não gostar muito.
Afinal... Bem... Vamos aguardar. E tomara que estes jogos sejam realmente emocionantes, assim como foi a prova dos 4x100 livres. Que queimou minha língua grande ao me fazer sentir certa emoção ao assistir.
Nestes casos eu adoro ser contrariado...
A qualquer momento mais momentos legais de Pequim enviada por Ron Groo
Este texto foi escrito originalmente a pedido do meu amigo Ribeiro, do Blog do Ribeiro, e não tinha a intenção de coloca-lo aqui no Blig Groo. Porém com a correria dos ultimos dias e a falta de tempo para escrever algo novo, e para não deixar este espaço muito tempo sem atualização acabei optando por posta-lo.
Minhas desculpa e agradecimentos ao Ribeiro...
A KIND OF MAGIC.
O sol sempre escaldante do mês de agosto fustiga a cabeça do jovem Mika, que sentado numa arquibancada bem no fim da reta de largada, já quase dentro da curva 1 assiste o GP da Hungria de formula um acompanhado de seu indefectível walkman e uma fita cassete do ultimo álbum do Queen: A kind of magic.
Será o primeiro GP de formula um daquele país.
A pista é estreita, as freadas não são fortes e a única reta do circuito, justamente a de largada em que Mika está localizado não é grande o suficiente para que um motor se sobressaia a outro pela força de seus cavalos a mais.
Poucos têm a coragem suficiente para tentar, em condições normais, uma ultrapassagem.
Mika, entediado já ouviu a fita cassete inteira ao menos umas três vezes. Não se preocupa muito com a corrida. Não há ídolos locais no esporte, e ainda por cima a primeira fila é formada por dois representantes de um longínquo país: O Brasil.
Mika entende pouco, quase nada de Formula um, esta ali por ser exatamente o primeiro grande prêmio em seu país e isto já garante que será histórico.
Os personagens para Mika São: Um carro preto com piloto de capacete amarelo na pole position e um carro com o bico azul e um seis gravado nele na segunda posição do grid.
Mika assiste a largada e vê o carro preto pular na ponta enquanto o de bico azul perde a posição para outro carro de bico azul, este, porém com um cinco vermelho no bico.
Só que este não resiste às estocadas do numero seis, e poucas voltas depois perde a segunda posição e o que se segue é uma perseguição monstruosa ao carro preto com piloto de capacete amarelo.
Mika procura em seu programa da corrida onde estão os nomes e os números dos carros e identifica: Preto, capacete amarelo: Senna.
Amarelo com bico azul e numero seis branco: Piquet.
Amarelo com bico azul e numero cinco vermelho: Mansell.
Estes três e mais um francês narigudo de nome Alain Prost que pilotava um carro pintado em vermelho e branco são segundo o programa da corrida os quatro maiores pilotos em atividade neste ano. E ao que tudo indica o titulo de 1986 não escapará a um deles.
Mas voltando a corrida que já vai pela décima terceira volta, o carro numero seis ultrapassa o carro preto e abre uma pequena vantagem. Não suficiente para que fique em primeiro depois da parada para troca de pneus que todos são obrigados a fazer. Logo o carro do piloto de capacete amarelo volta à primeira posição tendo em seu encalço o bico azul numero seis.
Isto até a volta cinqüenta e quatro quando meio que sem querer Mika levanta a cabeça e olha para a pista. Vê o carro de bico azul numero seis ultrapassando de forma forçada e no braço o carro preto. O piloto pega o traçado de dentro, entre o carro a ser ultrapassado e o muro.
Ele - Mika - se levanta na arquibancada e prende a respiração por alguns instantes.
O carro numero seis ultrapassa o carro preto, mas não consegue fazer a curva de forma correta. Perde o ponto de tangencia e completamente desequilibrado perde novamente a posição para o piloto de capacete amarelo.
Dentro do carro de bico azul o piloto pensa: -Droga, ele deve estar rindo muito de mim agora. Arrisquei à toa. Não vai ficar assim!.
Já de dentro do carro preto o piloto que realmente ria diz para si mesmo: Aqui não farroupilha! Que não nasci para ser ultrapassado sem lutar... Vem de novo se for homem!.
Mika do alto da arquibancada pensa: -São loucos estes homens!.
Duas voltas se seguem sem que o piloto do carro numero seis tente passar.
Mika já se sente frustrado.
O piloto de capacete amarelo já se sente confiante o bastante para achar que não será mais incomodado.
O piloto do carro seis já não pensa mais. Age!
Na mesma reta, no mesmo ponto investe. Mas desta vez põe o carro no lugar menos provável: O lado de fora, encaixotando o piloto do carro preto entre ele e o muro.
Mika vê aquilo sem acreditar, sem respirar. O momento parecia suspenso.
O carro numero seis completa a ultrapassagem no ultimo milímetro da pequena reta. Não tem como sustentar a posição. Não tem espaço para tangenciar a curva de maneira correta.
O carro preto certamente vai tomar a posição novamente.
Só que desta vez é diferente...
No walkman, Freddie Mercury canta com sua voz inconfundível... Its a kind of magic, magic... MAGIC...
O carro de bico azul e numero seis retarda a freada até o limite do suportável, pra lá do Deus me livre e com um golpe no volante e extremo controle do carro ele desliza. Derrapa nas quatro rodas. Milímetros a frente do carro preto, que freia e se recolhe, humildemente...
It´s a king of magic - Pensa Mika
Oh! Meu Deus... Pensa Senna.
Ahá! Te peguei, ri agora! Grita de dentro carro Nelson Piquet.
Um silencio monstruoso no autódromo, coisa rara. Não se ouve nem os motores dos carros. Tudo parecia nem existir, só a imagem dos dois carros no fim da reta.
Its a kind of magic... Continua cantando Freddie Mercury.
Mika se levanta e vai rumo à saída do autódromo. Já não importa quem vai ganhar a corrida. Seja qual for o resultado ao fim das 76 voltas, o grande vencedor daquela tarde foi o piloto do carro amarelo de bico azul e com um numero seis pintado.
Foi uma espécie de magia...
Esta no ar mais uma edição da Radio Onboard.
E desta feita Felipe Maciel e eu recebemos a visita do jornalista FAbio Campos do Grid GP. Boa diversão!
Groniadas na Hungria - 03/08/08 - Fatias hungaras sem açucar
No clássico filme de 196 Grand Prix, a personagem de Eva Marie Saint, a jornalista de moda Louise Frederickson comparece a uma festa em comemoração à vitória de Jean Pierre Sarti interpretado por Yves Montand nas ruas do principado de Mônaco.
Durante a prova que, diga-se de passagem, Sarti liderava com folga um acidente pavoroso manda o piloto inglês Scott Stodardt vivido por Brian Bedford para o hospital.
Em uma das cenas da festa, o francês arrasta a jornalista americana que o indaga sobre os riscos deste esporte, seus acidentes. Sarti faz um discurso sobre como se comporta quando vê um acidente na pista. Ela insiste e pergunta se é valida esta forma de vencer?
Ele responde com uma autoridade incontestável: Não existe melhor forma para vencer, só existe a vitória.
É com este espírito que chegamos então à primeira vitória do finlandês Heikki Kovalainen. Não com acidentes cinematográficos, mas com uma sorte só igualada por ganhador único de mega-sena acumulada.
Mas ora! Este é o blog do Groo, certo? Então porque não usar uma expressão tipicamente Groo: Foi uma monumental e gigantesca CAGADA!
A prova que tinha cara e jeito de vitória da Mclaren foi transformada logo na primeira curva.
Fosse futebol dir-se-ia que foi um dos gols mais rápidos do campeonato.
Numa manobra sensacional!
Menos pela ultrapassagem em Heikki, que é uma mosca morta mesmo, fazer o que? Mas pela forma com que atacou Lewis Hamilton, fritou os pneus, corrigiu o a trajetória do carro e ficou - na marra - com a ponta da corrida.
O que se seguiu foi uma liderança tranqüila, sem deixar que Hamilton se aproximasse.
Do terceiro lugar para trás a corrida se desenvolvia. E como em toda matéria conhecida, na f1 não poderia ser diferente, paradigmas existem para serem quebrados.
Todo o blá, blá, blá de que na Hungria não se ultrapassa. Ta bom, sei, sim, claro...
Mas o que dizer então das ultrapassagens de Barrichello em Button, e o troco de Jason no velho Rubens. Bem... Velho os dois são... Mas... E daí. Eles fizeram a manobra mais esperada do automobilismo.
Ih! Mas que coisa... Se não me falha a memória também foram as duas únicas.
Exetuando-se claro a largada de Massa. Tudo bem... Quebraram! Mas nem tanto!
A prova foi mesmo boa para duas equipes: Toyota e Renault respectivamente que conseguiram por entre os oito primeiros seus dois carros.
Alonso em quarto e Piquet num bom sexto lugar pelo lado da equipe francesa e o maravilhoso pódio de Timo Glock que finalmente me foi apresentado de forma definitiva como um bom piloto. E Jarno Trulli que também pontuou mostraram que a equipe japonesa vem evoluindo prova a prova.
Fora uns mecânicos que fizeram com que alguns pilotos ganhassem certo fogo no rabo a corrida seguia em paz. Monótona como convém a um GP Hungria.
Massa e a Ferrari fizeram tudo certo nos dois pist-stops, mativeram-se a frente e até abrindo em relação a Lewis e ao mosca morta.
Um parêntese aqui para fazer uma pergunta. Seria a Finlândia, enquanto fornecedora de pilotos para a formula um, livrando, claro, Mika Hakkinen, um país produtor de pilotos bunda-moles? Conta comigo. Keke Rosberg, Kimi Raikkonen e agora Heikki Kovalainen. Se tiver mais algum, por favor, me ajudem a lembrar. E o caso do Keke o negócio parece ser meio que hereditário além fronteiras. Afinal seu filho(a) Nico também tem tendências (ops!) ao bundamolismo...
E tudo corria bem para um final feliz para o Maffinha. Até um pneu furado de Lewis tornava tudo ainda mais perfeito. Pneus este que fez a segunda posição cair no colo de Kovalainen.
Massa não teria nenhum adversário para lhe molestar até o fim da prova.
Não teria até entrar no jogo aquele tipinho que sempre da às caras nas corridas do Canadá e que este ano tem aparecido em quase todas as provas. O inesperado.
Há quanto tempo não temos a imagem de um motor Ferrari equipando uma Ferrari, claro estourando?
Estourou e explodiu a vitória certa de Felipe. Mas isto são coisas do automobilismo, acontece e ninguém pode prever e nem tem culpa. Lamenta-se, se for o caso.
Com isto a vitória caiu também no colo de Heikki. Colo largo este hein?
Timo Glock que tinha seu pódio ameaçado mas nem tanto assim por Kimi Raikkonen pode então respirar aliviado. Estava garantido já que mesmo pressionando muito dificilmente o finlandês ultrapassaria o alemão da Toyota.
E foi isto, uma corrida tipicamente húngara, com humor húngaro e tudo. Aquele humor em que as piadas começam bem tem desenvolvimento monótono e acabam sempre num final inesperado e sem graça... Pra não dizer injusto.
Este é o unico torcedor do Heikki em todo o mundo. Na bandeira está escrito: "-Eu já sabia!" enviada por Ron Groo
Qual é a essência da alma de um povo?
O que de mais intimo, porém mais visível caracteriza uma civilização?
Será que é isto que a faz ser vencedora ou não?
Acredito eu que sim.
Não creio que sobreviver seja uma vitória, como ocorre a grande maioria dos brasileiros (incluso eu).
Quem não acompanhar meu raciocínio ou pensar diferente que me perdoe. Discordância é fundamental para a elucidação de qualquer assunto. Gerar polemica é essencial para que se possa chegar a algum consenso.
Nem que este consenso seja de que o escrevinhador ficou louco.
Mas voltando a tal essência da alma. O que quero dizer com isto? Não seria já a alma uma essência?
Penso que não.
Penso que há algo intrínseco ainda mais na composição da alma de um povo. E isto os faz prósperos e vencedores.
Vejamos alguns casos:
Os indianos, por exemplo.
Um povo arraigado em sua religiosidade, tanto que não enxerga os pequenos cuidados que devem ser tomados para a manutenção de coisas básicas como a saúde publica.
É comum ver esquifes com corpos em putrefação passar boiando pelo rio Ganges; ver animais todos tidos como sagrados bebendo e soltando suas fezes às margens; pessoas se banhando em rituais religiosos. Tudo isto misturado a plantações, dentro e fora da urbe. Há que se entender. É um costume milenar e por incrível que pareça estudos revelam que a quantidade de bactérias e microorganismos nocivos à vida humana é surpreendentemente inferior a rios tratados e com o uso menos incomum que o velho Ganges.
A essência do povo indiano é a religiosidade, logo sua alma é a de um místico.
Os americanos? Que essências teriam?
São empreendedores. Há quem não goste deles. Não podemos culpar ninguém por isto. Os empreendedores por sua natureza atraem este tipo de sentimento de quem não o é. Digamos que eu também não seja o maior fã deles. Porém não se pode negar que fizeram maravilhas de uma terra relativamente jovem, que há poucos séculos era habitada por uma civilização indígena os tais peles vermelhas que eram guerreiros e tudo o mais, porém não passavam de silvícolas, com tudo que a natureza da palavra encerra.
É certo que grande parte dos projetos usados em sua escalada de progresso pode ter sido roubada a outros povos. Mas catzo! Fizeram funcionar, não?
Os norte-americanos têm em sua essência um líder opressor, mas líder - bem sucedido.
Já os japoneses são grandes criadores. Tem de ser assim pelas circunstâncias.
Vivem em ilhas, logo tem pouco espaço para produção agrícola. Porém a eles se deve todo o avanço tecnológico recente. Um povo perseverante que mesmo abatido pela maior tragédia causada pela mão do homem as bombas de Hiroshima e Nagasaki ou até em função disto fez da busca pela solução na praticidade e na facilitação da vida cotidiana seu horizonte.Sem perder suas raízes e tradições.
O arquétipo do povo japonês é o inventor. Do perseverante.
Os ingleses têm sua fleuma, sua educação e inteligência reconhecida. Quase congênitas.
Maldosamente o cinema americano inventou e depois todo o mundo copiou que o inglês tem alma de eterno mordomo.
E isto foi até certo ponto ratificado pela cordialidade irritante - com que Tony Blair se sujeitou a George Bush em seus últimos tempos no governo inglês.
Mas ter alma de mordomo não é de todo o mal. Veja aonde o povo britânico chegou. Não importa à custa de que.
Ainda assim pode se dizer que são um povo bem sucedido.
O arquétipo, a essência da alma do povo brasileiro aceita universalmente e infelizmente é o malandro.
Acho que não é preciso dizer mais nada.
Bom, se não dá para ignorar...
Estão para começar as Olimpíadas de Pequim.
Perdão aos que gostam, mas... E daí!
Há tempos as olimpíadas perderam aquela aura de congraçamento de povos.
O Barão de Coubertin que cunhou a famosa frase O importante não é vencer, mas competir não tinha idéia do tamanho do businness que se tornariam os jogos no decorrer das décadas.
O que era antes para saber que país era mais forte, melhor preparado atleticamente, hoje é para saber que fabricante de equipamentos é melhor. Qual marca de roupa ajuda mais o atleta.
São as olimpíadas do marketing.
Claro, tem também os atletas e muitos são bons mesmo. Ainda podemos ter belas cenas e grandes feitos. Mas no mais vão dizer como nas copas do mundo de futebol que o certame esta tecnicamente muito fraco e que ninguém apresentou nada de novo. E vai evocar-se o espírito de competições passadas. Vai se falar do ursinho que chorou na União Soviética em 80, do homem que voou sobre o estádio Olímpico em Los Angeles em 84 e do arqueiro que acendeu a pira com uma flecha incandescente em Barcelona 92 e bla, bla, bla...
Estas olimpíadas em terreno chinês têm tudo para ser inesquecível, mas pelos motivos errados, tortos.
A poluição absurda na cidade.
O ar sujo que torna a capital chinesa cinza e chega a cobrir o sol.
A falta de liberdade do povo chinês. O próprio governo que censura tudo e é capaz de inventar atentados terroristas para prender inimigos políticos como se suspeita no momento.
Eu fico imaginando atletas que competem em alto nível sujeitos aquele ar aparentemente pestilento. Se o ar é o combustível da vida e logicamente do esportista aquele treco denso que eles chamam de ar esta mais para gasolina batizada vendida nos postos de São Paulo. Vai ter muito motor falhando por lá...
Enfim, como diria Marcio Kohara: Vida que segue!
E como não adianta remar contra a maré...
Vamos aos jogos.
Teremos atletas em todas as modalidades e vou dar uma geral em grande parte delas.
Desde o revezamento copo por copo, perda de cabelo a distancia até passar, claro pelas tatuagens ornamentais.
Abaixo uma foto de um de nossos atletas de tatuagem ornamental que competirá com uma tatuagem feita pelo mestre Tônius Grafititis e que segundo ele o atleta quer dizer paz esperança e prosperidade. Porém procurado pela produção do Blig Groo o Mestre Grafititis esclareceu que o dito atleta já havia passado a ele cheques sem fundos e que para sacanear tatuou:
Além de caloteiro e cara de pau, também sou boiola!
Que venham os jogos.
Cada vez mais alto, mais longe, mais forte, mais rápido.
E de madrugada, bem de madrugada que é para não encher muito o saco com esgrima, equitação, nado sincronizado...
Esta no ar mais uma edição da Radio On Board, e como presente de aniversário Felipe Maciel cedeu o lugar ao centro da mesa para que eu ancorasse o programa. Desculpem o nervosismo.
E também a novissíma edição do Programa Briefing da Rádio Best Lap. Onde o jornalista Marcio Kohara comanda a mesa e que tem desta vez o multifacetado Buck 77, o Mestre Oliver (Ave!)além de mim, claro!
Boa diversão! enviada por Ron Groo
É...
Estou de aniversário.
Dia 26 agora estarei completando 35 anos de idade e pela primeira vez quis postar algo para mim!
Por que? Não sei. Talvez o numero redondo da idade, talvez pela pouca boa vontade que tenho com esta data. Não sei... Mas quis fazer.
Não!
Não cansei.
Não vou abandonar meu espaço e nem abrandar a pegada. Só vou dar uma comemoradinha, mesmo que sozinho.
Peço desculpas, e espero que ao menos a letra e as imagens agradem.
Obrigado!
Amor pra recomeçar
Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...
este erra muito e feio...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
eu e meu amor
Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...
inimigos do mundo da f1
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar...
Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
Corrida ganha, 10 pontos e um tanto frustrante de novo. Mas tá bom. 9 para ele.
Primeiro pódio da carreira, na sorte e na estratégia. 8 pra ele.
Terceiro. Bom para ele, bom para o campeonato. Leva um 7 e uma passada de mão na bunda do Norbert.
"Acho que vou ficar sentado aqui... Vai mais devagar, não bate..."
No fim foi este o diferencial da prova, 10 para esta suspenção.
Este é o carro da Renault que deu o primeiro pódio ao Piquetizinho, 10 para ele.
Filho mais novo: "-Pai vai mais depressa!"
Filho mais velho: "-Se nem com carro ele corre imagina a pé"
Só para não dizerem que eu esqueci do Rosberguinho, ó ele ai.
Kimi fez uma corrida bem ao estilo dele. A foto ai em cima prova.
Ainda se fosse assim eu falaria melhor dele, mas...
Está no ar também a Edição Hockenheim da Radio On board, onde o multimídia Felipe Maciel e eu destacamos o que de melhor aconteceu no GP alemão. Não só o que há de melhor afinal falamos do David Coulthard também...
Clique aqui
É. Este definitivamente não é Hockenheim.
O velho circuito nunca perdoaria um carro com motor inferior ou mais fraco. As retas da floresta engoliriam o Renault de Nelson Ângelo com o sol derrete sorvete. E a Ferrari de Massa chegaria às chicanes pau a pau com a Mclaren de Hamilton.
A pressão aerodinâmica em reta dos carros teria de ser semelhantes os motores já se equivalem. A equipe que se virasse para acertar o carro na parte sinuosa do Estádio.
Como este não é o velho Hockenheim e sim um circuito plastificado e bobo, então houve a vantagem de Lewis e seu mercedão prateado.
Largada limpa e boba: como o circuito
Na largada, surpreendentemente limpa desta corrida Lewis fez o correto. Largou e deixou os outros para trás com é corrente nesta F1.
Massa que chegou até a dar certo trabalho tangenciou mal uma curva e ficou na alça de mira de Kovalainen que é repare que eu afirmei! incompetente até a medula óssea e não conseguiu sequer fazer cócegas no piloto da Ferrari. Kova está a cada dia mais perto de trocar a Mclaren pelo carrinho de sorvete na porta dos autódromos.
Este vai ser do Kova. Este vai ser do Raikkonen
Trulli e Alonso acabaram se tocando e favorecendo o polonês Kubica que ganhou a posição dos dois e mais a de Kimi bunda mole Raikkonen, terminando assim a primeira volta na quarta posição.
Alonso teve um dia de Kimi, estava irreconhecível andando atrás até do pelotão intermediário. É... Lá mesmo onde costumam correr tipos como o Barrichello quando as pistas estão secas; Massa quando as pistas estão molhadas e Sebastién Bourdais quando senta num carro de Formula 1.
E tudo ia permanecendo inalterada até os primeiros pit stops. O único a tentar uma estratégia diferenciada foi exatamente Nelson Ângelo que já via a viola em cacos com um carro ruim e andando no fundo do grid. Perdido por perdido fez a parada longa para tentar fazer apenas uma parada.
Eis que as coisas começam a mudar.
Desta vez não foi chuva graças a Deus nem foi qualquer barbeiragem de boxe, mas sim um fator que esta ligado a corrida de automóveis tanto quanto pneus e gasolina: Uma quebra mecânica de carro. Aleluia elas ainda existem!
A estrela da corrida
A Toyota de Timo Glock quebrou a suspensão ao passar por sobre uma zebra, rodou e bateu de traseira no muro, destruindo o carro e voltando para a pista. Sujando tudo e forçando a entrada do safety car. Eliminando assim as diferenças e juntando todo mundo novamente.
Repare que o safety car é prata e da Mercedes... Até nisto deu McLaren
Na volta seguinte os boxes são abertos e muitas equipes adiantam a segunda parada, incluindo ai a Ferrari. Apenas Lewis fica na pista, numa estratégia suicida.
Porém, apesar de corajosa, a atitude da Ferrari fez com que trocassem os pneus e colocassem mais gasolina no carro de Massa, mas tirasse dele a competitividade fazendo com que para o resto da corrida a Ferrari numero dois ficasse quase um segundo mais lento que o mercedão de Lewis. E quem se deu imediatamente bem? Apenas Nelson Ângelo que ficou em segundo lugar, atrás do insosso Nick Heidfeld e imediatamente de Felipe que já demonstrava o péssimo desempenho que ostentaria até o fim.
Lewis faz sua troca de pneus muito mais a frente, volta em quarto lugar e começa sua escalada. Aproveita a parada de Heidfeld e assume a terceira posição. Ultrapassa sem fazer força nenhuma Felipe Massa numa manobra bonita e esperta deixando o carro espalhar e dando pouca chance a Massa de tentar voltar. E mesmo que desse alguma chance o carro de Massa não daria condição de luta. Estava uma draga.
Então Lewis parte para cima de Piquet que pela primeira vez em sua carreira na F1 lidera uma corrida, foram poucas voltas, mas já deram a ele o gostinho. Tomara que tenha aproveitado afinal nesta temporada vai ser muito difícil que isto se repita. Hamilton faz como o imperador César, chegou, viu e venceu. Passou Piquet, assumiu a ponta abriu e venceu a corrida.
Atrás dele um Nelson Ângelo para lá de feliz; um Felipe Massa conformado; Um Nick Haidfeld insosso; Kova incompetente; Raikkonen bunda mole; Kubica dentro de suas possibilidades e o recém promovido Vettel numa corrida muito boa. Daí para trás a única surpresa foi Alonso chegando em décimo primeiro.
Rubinho fez o que sempre faz em pista seca... Nada e acabou fora da pista por outra coisa muito normal: Uma batida com David Coulthard que este ano já soma 12 acidentes que se envolveu ou provocou em dez corridas.
Lider do campeonato, vice lider do campeonato e mais o cara mais feliz do domingo.
Antes de terminar apenas uma conjectura para ser mais bem analisada nas ava(ca)liações:
A péssima corrida de Kimi é reflexo lá na Alemanha - da lei seca no transito brasileira?